Portugal acompanha tendência de menor riqueza combinada com redução da dívidaFoto de Marta Branco no Pexels
Negócios
Инвестиции

Portugal acompanha tendência de menor riqueza combinada com redução da dívida

Jornal Económico2 de setembro de 2026 às 11:24

Portugal conseguiu uma redução significativa da dívida pública nos últimos anos, mas registou também uma diminuição da riqueza das famílias, em linha com o panorama europeu. Esta tendência verifica-se num contexto em que a produtividade está estagnada e a poupança e investimento desiludem. A conclusão é de um estudo da McKinsey Global Institute, que analisou a forma como a riqueza das famílias se tem afastado da economia real.

De acordo com o relatório "The Global Balance Sheet 2026: Imbalance and Divergence", a riqueza global das famílias atingiu um máximo histórico de 570 biliões de dólares em 2025, mais 40 biliões do que no ano anterior. No entanto, apenas 20% deste crescimento resultou da formação de novo capital produtivo, o que reflete uma crescente dissociação entre a criação de riqueza e os fundamentos da economia real. A zona euro continua condicionada por uma combinação de produtividade estagnada, níveis elevados de poupança e investimento insuficiente, aproximando-se de um cenário de estagnação secular.

Em concreto, em Portugal a riqueza líquida das famílias por habitante diminuiu cerca de 1,6% entre 2024 e 2025, enquanto os ativos produtivos diminuíram cerca de 10 pontos percentuais do PIB. Em sentido inverso, o país continuou a sua trajetória de redução da dívida pública e registou um máximo histórico no rácio entre capitalização corporativa e PIB, em linha com a tendência global. Na Europa, o investimento produtivo permanece abaixo dos níveis anteriores à pandemia e das médias globais.

O relatório da McKinsey alerta que a aceleração da produtividade é o único cenário que permite sustentar simultaneamente o crescimento dos rendimentos, da riqueza e da atividade económica. Na zona euro, o fator mais crítico para acelerar o crescimento é um aumento do investimento produtivo. A consultoria considera que acompanhar esses fatores será determinante para compreender a evolução da produtividade, da criação de riqueza e da estabilidade económica na próxima década.

Notícias relacionadas

Negócios

Juros. "Dinamismo da economia portuguesa" pode relativiza...

Os juros da dívida portuguesa atingiram máximos de quase uma década, gerando preocupações no panorama económico. Pedro Lino, CEO da Optimize, comentou que Portugal deve estar atento a estes valores, embora não seja necessária ação urgente, sugerindo que o dinamismo da economia portuguesa pode ajudar a relativizar estes riscos.

Observador02/09/26, 12:10
Negócios

Governo alarga apoio público ao crédito à habitação jovem

O Governo aumentou a garantia pública para 2.350 milhões de euros para apoiar o crédito à habitação jovem, respondendo a pedidos de reforço por parte do Novo Banco e do Banco Montepio. Esta medida é considerada de manifesto interesse para a economia nacional.

Observador02/09/26, 12:06
Negócios

Pestana abre candidaturas para programa para desenvolver profissionais da hotelaria

O Pestana Hotel Group abriu as candidaturas para a edição de 2027 do programa "Growing Together", destinado a profissionais de hotelaria que pretendam desenvolver competências de gestão e liderança. Durante 18 meses em regime full-time remunerado, os participantes passam por diferentes departamentos operacionais e corporativos do grupo, com experiências internacionais na Europa, Estados Unidos e África, followed by six months of specialization in areas like food & beverage, front office ou gestão de hotel. Criado em 2008, o programa já formou 15 edições e resultados mostram que um em cada dois participantes progrediu para funções de liderança, com quase 70% a permanecer no grupo. As candidaturas terminam a 2 de outubro.

Eco02/09/26, 12:06
Cerca de 60 funcionários despedidos protestam há um mês junto a fábrica de calçado em Avindes
Negócios

Cerca de 60 funcionários despedidos protestam há um mês junto a fábrica de calçado em Avindes

Cerca de 60 funcionários despedidos da fábrica de calçado em Avindes protestam há um mês em frente ao local de trabalho, exigindo o pagamento do último salário e dos subsídios a que têm direito. Os trabalhadores manifestam-se diariamente na tentativa de pressionar a empresa a cumprir as obrigações legais perante os ex-funcionários.

Correio da Manhã02/09/26, 12:05