O secretary do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou no dia 2 de setembro que 19 membros do G20 concordaram em combater os fluxos de exportações baratas que provocam desequilíbrios na economia mundial. Bessent falava no final de uma reunião de dois dias de ministros das Finanças e governadores de bancos centrais, durante a qual procurou centrar as discussões no crescimento económico. O responsável norte-americano disse ter incentivado alguns dos seus homólogos a seguirem o exemplo da administração Trump, recorrendo a tarifas alfandegárias e outras medidas para combater os desequilíbrios comerciais.
A China foi o único país do G20 a discordar desta posição. Bessent afirmou que "não é sustentável que economias que não funcionam segundo as regras de mercado coloquem no exterior um fluxo interminável de exportações baratas", acrescentando que o país com o maior e insustentável excedente da balança corrente do mundo é a República Popular da China. A administração Trump tem responsabilizado a China pelos desequilíbrios comerciais globais, apontando para o elevado excedente comercial chinês de 1,2 biliões de dólares em 2025, em contraste com o défice dos Estados Unidos.
Bessent revelou que Trump e Xi vão discutir a regulação da inteligência artificial quando se reunirem este mês, defendendo a necessidade de mais salvaguardas para impedir que "atores não estatais" desenvolvam os próprios modelos. O secretary afirmou ainda que alertou outros países, no início do segundo mandato de Trump, de que a nova "muralha tarifária" dos Estados Unidos levaria os produtos chineses a serem desviados para outros mercados, o que se veio a confirmar.
As políticas tarifárias da Administração Trump têm sido criticadas por economistas por aumentarem os custos para os consumidores norteamericanos. Segundo a Tax Foundation, as tarifas impostas em 2025 aumentaram em cerca de 7% os preços de venda a retalho dos bens de consumo importados. A dívida mundial atingiu um máximo histórico de 353 biliões de dólares, enquanto a dívida dos Estados Unidos alcançou o recorde de 40 biliões de dólares em agosto.




