O Irão voltou a atacar bases militares norte-americanas no Médio Oriente entre a noite de terça-feira e esta quarta-feira, disparando drones e mísseis contra instalações dos EUA na Jordânia, no Bahrein, no Kuwait e no Iraque. O primeiro ataque teve como alvo o Camp Taji, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais na Jordânia, com mísseis balísticos pesados. A Jordânia indicou que dez mísseis iranianos foram intercetados e outros três atingiram zonas afastadas de centros populacionais, sem causar vítimas. O exército do Kuwait confirmou que os seus sistemas de defesa aérea estavam a intercetar drones iranianos.
O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que os ataquesiranianos causaram graves danos à infraestrutura, instalações, armas e equipamento das bases norte-americanas, deixando um número significativo de mortos ou feridos. Zolfaghari advertiu que o Irão vai responder aos ataques norte-americanos de forma severa e devastadora, alertando que os países que cooperarem com Washington terão de aceitar as consequências dessa ligação.
Teerão respondeu assim aos bombardeamentos norte-americanos realizados na terça-feira, o segundo ataque em menos de 48 horas, após um mês sem agressões recíprocas. Washington justificou os ataques como resposta às tentativas de agressão do Irão contra o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos na região. A primeira agressão, que ocorreu no domingo, teve como alvo a ilha iraniana de Larak, de onde Teerão se preparava para lançar foguetes carregados com minas marítimas contra o estreito de Ormuz, causando dois mortos.




