Sempre que ocorrem incêndios em Portugal, surge frequentemente a ideia de que quem os provoca sofre de doença psiquiátrica. No entanto, esta associação é, segundo dois psiquiatras forenses ouvidos pelo Diário de Notícias, incorreta na maioria dos casos.
Os especialistas explicam que a maioria dos incêndios é provocada por negligência, sentimentos de vingança ou por questões económicas. A piromania, definida como perturbação do controlo de impulsos relacionada com o fogo, está associada a uma minoria muito reduzida dos casos.
Os dois psiquiatras forenses ouvidos pelo jornal referem que situações de incendiários com piromania ou outras doenças psiquiátricas são muito raras. Além disso, salientam que a maioria das pessoas que provoca incêndios é imputável, ou seja, tem capacidade para compreender o caráter ilícito do seu ato e se autodeterminar.



