O avanço do mar transformou totalmente a paisagem de Atafona, distrito de São João da Barra, no Norte Fluminense. O processo de erosão costeira começou na década de 1960 e provocou a destruição de casas, ruas, redes de esgoto e estruturas de eletricidade ao longo das décadas. A mudança da paisagem pode ser medida pelos relatos dos moradores que testemunharam a progressiva perda de território.
A erosão costeira avançou em um ritmo impressionante, chegando a até 6 metros por ano. Mais de 500 casas já foram submersas em uma faixa de aproximadamente 2 quilômetros. Até 2022, centenas de casas com moradores permaneciam em área de risco, conforme mostrou reportagem do GLOBO. O balneário fluminense está entre os lugares mais afetados pela elevação do oceano citada em relatório da ONU.
Entre os relatos está o de Sônia Ferreira, que em 2024 contou ao GLOBO que construiu sua casa em 1978, quando ainda havia dois quarteirões entre a residência e o mar. Com o passar do tempo, a linha costeira foi se aproximando progressivamente das estruturas urbanas, transformando completamente a região que antes possuía uma avenida e áreas de areia que agora já não existem mais.




