O Algarve voltou a destacar-se internacionalmente ao ocupar o segundo lugar entre os melhores destinos do mundo para viver a reforma em 2026, segundo o Overseas Retirement Index elaborado pela organização Live and Invest Overseas. A região portuguesa fica apenas atrás de Boquete, no Panamá, mas à frente de destinos conhecidos em países como Espanha, França, México, Grécia e Itália, superando localizações como Puerto Vallarta, Gasconha, Creta e Tarragona. O ranking foi destacado pelo Yahoo Finance, que analisou a tendência crescente de reformados norte-americanos procurarem outros países após deixarem o mercado de trabalho.
O estudo compara destinos através de fatores como custo de vida, saúde, segurança, clima, impostos, infraestruturas, condições de residência, mercado imobiliário e existência de comunidades estrangeiras. Entre os aspetos mais valorizados no Algarve estão o clima com cerca de três mil horas de sol por ano, a existência de uma comunidade internacional já estabelecida e a facilidade de comunicação em inglês. A combinação entre praias, cidades e localidades de menor dimensão também contribui para a avaliação positiva da região.
A Live and Invest Overseas estima um orçamento mensal de aproximadamente 3.085 dólares para o estilo de vida considerado no estudo, embora os custos possam variar significativamente consoante a zona escolhida, o tipo de habitação e os hábitos de cada pessoa. Portugal é apresentado como um dos países europeus mais atrativos para estrangeiros e o Algarve surge como o principal representante português nesta comparação internacional.
O interesse internacional por Portugal surge num momento em que cerca de 700 mil pessoas recebem atualmente prestações da Segurança Social norte-americana enquanto residem no estrangeiro, um número que aumentou mais de 20% em cerca de 12 anos. Portugal encontra-se entre os países onde já vivem beneficiários desta Segurança Social, juntamente com destinos como Canadá, México, Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Espanha. O custo de vida, os cuidados de saúde e a procura por um estilo de vida diferente são algumas das razões apontadas para esta tendência crescente de americanos reformados se mudarem para o estrangeiro.




