Depois de o Chega ter chumbado na sua tentativa de rentrée política, surge a reflexão sobre o papel do PS nesta conjuntura. O artigo sugere que, embora ninguém acredite que José Carneiro seja André Ventura, a colagem do PS ao PSD é historicamente verosímil, o que alimenta a estratégia do Chega através de uma moção de censura.
O PSD não sai necessariamente prejudicado desta situação. O artigo argumenta que Neves tem funcionado como um para-raios, absorvendo os problemas políticos, parecendo quase um ministro partilhado entre os dois partidos, mas sendo o PS a pagar metade da fatura política desta associação.
Apesar do humanismo que lhe é reconhecido, o artigo considera que Neves está politicamente morto. A esquerda, especificamente o PS, não tem de carregar o peso desta situação, pois não se trata de um castigo, mas sim de uma consequência natural de ter ido navegar em águas que não são as suas.



