Os socialistas não garantem a abstenção, mas colocaram condições que deixam margem para uma negociação com o Governo. Já o Chega fez da descida da idade da reforma uma linha vermelha que colide com a posição de Luís Montenegro. Cinco politólogos ouvidos pelo ECO consideram improvável um chumbo do Orçamento do Estado para 2027 e veem no PS o interlocutor com maior margem para um entendimento.
Entre PS e Chega, é o partido liderado por José Luís Carneiro que está atualmente mais perto de viabilizar a proposta do OE2027. Não porque exista uma aproximação política entre socialists e o Governo, mas porque as exigências colocadas pelo PS deixam maior espaço para uma negociação.
Se o Orçamento for rejeitado, eleições antecipadas não são o cenário mais provável. Neste caso, os duodécimos, isto é, as dotações orçamentais mensais provisórias, ganham força como alternativa à aprovação do documento.




