A hipoteca inversa é apresentada como uma solução para pessoas que possuem bens imóveis de valor mas carecem de liquidez, ou seja, dinheiro disponível para despesas correntes. Esta ferramenta permite aos proprietários converter parte do valor do seu património em rendimento, geralmente através de um empréstimo garantido pelo imóvel.
O artigo alerta, contudo, que a hipoteca inversa não deve ser interpretada como uma solução completa ou definitiva para a reforma. Sublinha que não é uma sinecura que permita aos reformados dispensar outras formas de poupança e preparação financeira para a velhice.
Além disso, o texto enfatiza que a existência desta ferramenta não deveria servir de pretexto para o Estado se exonerar das suas responsabilidades em matéria de proteção social e previdência. A hipoteca inversa é assim enquadrada como um complemento, não como substituto, tanto da poupança individual como da intervenção do Estado.




