O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, confirmou ao Alentrium.pt, em Estremoz, que o Governo vai avançar com a criação de uma Grande Área de Acolhimento Empresarial no Interior do Alentejo. O governante afirmou que o projeto "está assumido" e "é para levar para diante", cabendo à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo desenvolver o estudo técnico que sustentará a decisão sobre a localização.
Sete municípios - Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa - defendem conjuntamente a instalação da futura área empresarial junto à Estação Técnica n.º 2, no eixo Alandroal-Vila Viçosa, da nova ligação ferroviária do Corredor Internacional Sul. A proposta procura aproveitar a proximidade à fronteira espanhola, à autoestrada A6 e ao Porto de Sines para receber investimentos empresariais e industriais de maior dimensão.
Castro Almeida não se pronunciou sobre a localização concreta, mas deixou claros os critérios técnicos que deverão pesar na decisão: acessibilidades, recursos naturais, estabilidade e orografia dos terrenos, disponibilidade de água e existência de redes elétricas de muito alta tensão. O ministro adiantou que se reúne com os presidente das CCDR para definir orientações sobre a identificação das localizações mais adequadas.
Os mesmos sete municípios defendem também a criação de um terminal ferroviário de carga e descarga, acompanhado por uma zona logística, junto à mesma Estação Técnica n.º 2. Castro Almeida revelou ter abordado recentemente o assunto com o ministro das Infraestruturas, salientando que a matéria é da responsabilidade dessa tutela. A proposta visa fazer convergir no mesmo território a área empresarial e o terminal logístico, beneficiando particularmente a indústria dos mármores e o setor agroindustrial fortemente implantados na região.




