A Parpública entregou ao Governo o relatório com a descrição e apreciação das propostas vinculativas submetidas a 29 de julho pelos grupos Air France-KLM e Lufthansa para a compra de 44,9% da TAP. O documento será analisado pelo Executivo liderado por Luís Montenegro para decidir quem ficará com quase metade da companhia aérea, num processo de privatização de até 49,99% da TAP que inclui uma fatia de 5% reservada aos trabalhadores.
Segundo o Caderno de Encargos aprovado a 5 de setembro de 2025 em Conselho de Ministros, o relatório da Parpública deve descrever de forma fundamentada as propostas recebidas e conter uma apreciação de cada uma, determinando o seu mérito absoluto e relativo em função dos critérios de seleção previstos. Os relatórios são igualmente enviados a uma comissão de acompanhamento presideda por Daniel Traça, ex-dean da Nova SBE e atual líder da ESADE em Espanha.
De acordo com o Decreto-Lei da privatização publicado em Diário da República a 14 de agosto de 2025, segue-se agora uma etapa de negociação para efeitos de formulação de convite ao respetivo proponente à apresentação de propostas vinculativas finais e melhoradas, com vista à sua seleção para adjudicação.
A TAP reportou um prejuízo líquido de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre, representando um agravamento de 40% face ao mesmo período do ano passado. A companhia aérea foi penalizada por uma subida de quase um quinto nos custos com combustível devido à guerra no Médio Oriente, que se sobrepôs a crescimentos de 4% nas receitas e no número de passageiros.




