A poucos dias do início da I Divisão da Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC), o presidente Ricardo Felgueiras alertou os clubes para a importância de investirem na segurança dos recintos desportivos, comparando a contratação de um gestor de segurança à contratação de um bom ponta de lança. O dirigente revelou que as multas aplicadas por comportamentos indisciplinados passam a reverter a favor das equipas que terminarem sem qualquer sanção, numa lógica de meritocracia. Felgueiras manifestou ainda preocupação com o aumento de incidentes no futebol de formação, que considerou transversal ao país, e destacou o crescimento da assistência aos jogos distritais, com médias superiores a 600 espectadores.
Entre os clubes com maiores ambições, a Correlhã aponta claramente para o título, segundo o treinador Joaquim Passos, que reconhece a crescente competitividade do campeonato distrital. O Atlético dos Arcos, detentor da Taça AFVC, entra na época com um projeto consolidado e a mesma equipa técnica, fixando como meta "ganhar as três competições", nas palavras do presidente Pedro Teixeira.
O Lanhelas regressa à I Divisão após 32 anos de ausência, o que representa a maior conquista da época para o clube, embora o presidente Juan Carvalho antecipe um campeonato "muito duro". O Cardielense, por sua vez, atravessa uma reconstrução quase total, mantendo apenas quatro jogadores da época anterior, mas o presidente Domingos Rocha garante que a ambição do clube se mantém inalterada.
Outros clubes assumem objetivos mais moderados. O Vitorino de Piães aposta na continuidade com um orçamento contido, recorrendo aos jogadores da formação. O Fachense pretende consolidar a presença na I Divisão após uma manutenção histórica, enquanto o Âncora Praia quer melhorar o décimo lugar da última época, apontando Monção, Atlético dos Arcos e Cerveira como principais candidatos ao título.




