O Clube Náutico de Arcos de Valdevez (CNAV) conquistou em casa a Taça de Portugal de Kayak Polo em sub-16, mas enfrenta um problema de falta de reconhecimento no próprio município. O presidente Filipe Silva lamenta que muitas pessoas no centro do conselho desconheçam sequer a existência da modalidade, apesar dos atletas estarem o ano inteiro no rio.
A Câmara Municipal atribui cerca de oito mil euros anuais ao clube, quantia que garante o funcionamento básico, mas não permite a renovação de material. Filipe Silva defende que um protocolo de 12 a 14 mil euros possibilitaria poupar e investir na estrutura. A organização da própria Taça de Portugal também representou um esforço financeiro significativo, com a Federação a assegurar apenas o transporte dos árbitros, obrigando o CNAV a pagar dormidas, refeições e monitor a partir dos seus próprios recursos.
Nas deslocações, a situação repete-se, com os atletas a necessitarem frequentemente de três viaturas. Filipe Silva chega a usar o seu carro particular para transportar os caiaques, enquanto as dormidas dos atletas são muitas vezes suportadas pelos pais. O clube reivindica ainda a construção de uma rampa de acesso ao Rio Vez, projeto que aguarda há anos, dado que os caiaques são pesados e os atletas mais novos têm dificuldade em transportá-los.
Apesar das limitações, o CNAV destaca-se pela aposta no kayak polo feminino, contando com cinco atletas femininas, um dos maiores números a nível nacional. A modalidade não dispõe atualmente de um campeonato feminino, obrigando as jogadoras a competir em equipas mistas.




