Os inquilinos em Portugal podem enfrentar um aumento das rendas em 2027. O Instituto Nacional de Estatística (INE) estimou um coeficiente de atualização das rendas na ordem dos 2,56%, ligeiramente superior aos 2,24% aplicados durante 2026. Este valor ainda não é definitivo, pois os dados finais do Índice de Preços no Consumidor relativos a agosto serão conhecidos a 10 de setembro. O coeficiente baseia-se na variação média do IPC dos últimos 12 meses, excluindo a habitação.
Caso os 2,56% sejam confirmados, uma renda de 500 euros poderá passar para 512,80 euros mensais, uma de 700 euros para 717,92 euros e uma de 1.000 euros para 1.025,60 euros. Isto representa um acréscimo anual de 153,60 euros, 215,04 euros e 307,20 euros, respetivamente. Os senhorios podem optar por não aplicar a atualização ou aplicar um aumento inferior ao permitido.
A existência de um novo coeficiente não significa que as rendas aumentem automaticamente em janeiro. Segundo o Código Civil, a renda só pode ser atualizada anualmente, um ano após o início do contrato ou após a atualização anterior. Além disso, o senhorio tem de comunicar por escrito ao inquilino o coeficiente aplicado e o novo valor, com uma antecedência mínima de 30 dias.
O possível aumento surge num contexto de aceleração da inflação, que atingiu 3,3% em agosto, segundo a estimativa rápida do INE, depois dos 3,0% registados em julho. Esta subida foi quase totalmente provocada pelo aumento dos combustíveis, com os produtos energéticos a apresentarem uma variação homóloga estimada de 12,2%. O coeficiente oficial para 2027 será publicado em Diário da República após a confirmação dos dados de agosto pelo INE.




