Uma série de pegadas fósseis foi descoberta na Formação Botucatu, no Brasil, revelando a existência de um mammaliaforme de dimensões excecionais que terá coexistido com os dinossauros há cerca de 130 milhões de anos. As pegadas, identificadas como UERJ IC-170 e UERJ IC-171, foram descritas num novo estudo publicado no mês passado no Journal of South American Earth Sciences.
Pelas suas dimensões, este animal terá ocupado um nicho ecológico muito diferente daquele tradicionalmente atribuído aos pequenos mamíferos do Mesozoico, que eram geralmente considerados criaturas de pequena escala. Os investigadores sugerem que, em teoria, este mammaliaforme de grande porte poderá ter sido capaz de predar pequenos dinossauros.
O estudo representa uma descoberta significativa para a paleontologia, desafiando a visão comum de que os mamíferos da era dos dinossauros eram exclusivamente pequenos e marginais nos ecossistemas cretácicos.




