A Carris, empresa responsável pela operação do Elevador da Glória em Lisboa, ainda não instaurou qualquer processo disciplinar um ano após o acidente ocorrido em 3 de setembro de 2025. O acidente envolveu o elevador histórico que liga a Baixa ao Bairro Alto da capital portuguesa.
A empresa, que operava o elevador funicular classificado como Monumento Nacional, não abriu qualquer procedimento interno para apurar responsabilidades pelos fatos que conduziram ao acidente. A situação levanta questões sobre a gestão e supervisão dos equipamentos históricos sob responsabilidade da Carris.
Segundo a legislação aplicável, algumas infrações disciplinares podem prescrever, o que significa que a demora na abertura de processos pode resultar na impossibilidade de aplicar sanções aos responsáveis. Este fato preocupa os especialistas em gestão de transportes e proteção do património.
O Elevador da Glória é um dos meios de transporte mais emblemáticos de Lisboa, funcionando desde o século XIX e sendo utilizado diariamente por milhares de pessoas, tanto residentes como turistas. O acidente de setembro de 2025 marcou um dos momentos mais graves na história recente deste ícone da cidade.



