As empresas estão a exigir a revisão dos honorários cobrados por consultores devido aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial. As Big Four e outras consultoras, como a Accenture, encontram-se em rota de colisão com os seus clientes em relação ao custo dos grandes projetos tecnológicos que pretendem desenvolver, segundo o Financial Times.
Na Bayer, existem 30 agentes de IA a apoiar em código e testes para reduzir significativamente o número de consultores no programa de implementação. O diretor financeiro da SAP, Dominik Asam, prevê que o desenvolvimento da IA deslocará massivamente partes da consultoria. O Commerzbank planeia investir 600 milhões de euros em IA até 2030 para poupar 500 milhões de euros anuais, provenientes em parte da redução dos gastos com consultoria.
No início deste ano, a KPMG International pediu à sua auditora, a Grant Thornton, para baixar os honorários com o argumento de que a IA torna o trabalho mais barato e que as poupanças deveriam ser refletidas na fatura. Apesar dos esforços para reduzir custos, as empresas deverão gastar 420 mil milhões de dólares em consultores tecnológicos este ano, mais 8% do que em 2025.
Curiosamente, a EY está a investir 100 milhões de dólares em bónus para colaboradores que demonstrem competências humanas como adaptabilidade, inovação e julgamento, bem como experimentação com IA, num momento em que as empresas começam a valorizar skills sociais necessárias para garantir que a utilização da IA tem os impactos desejados.




