Na quarta crónica sobre a encíclica "Magnifica Humanitas" de Leão XIV, o Papa defende que é necessário salvaguardar o humano na transformação digital, apresentando a Verdade como bem comum aliada da democracia. O documento alerta que a desinformação, muitas vezes amplificada pela Inteligência Artificial, só pode ser combatida através da "busca partilhada da verdade factual", sublinhando que uma sociedade é nobre quando cultiva a busca da verdade e se apega às verdades fundamentais.
O texto强调了 a promoção de uma "ecologia da comunicação" através de normas transparentes, jornalismo sério e consciência educativa cultivada pela escola, família e universidade. As comunidades cristãs são igualmente chamadas a comunicar de forma transparente e a buscar fielmente a verdade dos factos. Relativamente à IA, Leão XIV apela à educação para o seu correto uso, mas também ao "jejum da IA" e à proteção dos jovens das promessas de uma máquina que ameaça tornar o pensamento humano inútil.
A escola é destacada como central na busca da verdade, enfrentando três desafios: sociopolítico (combate às desigualdades no acesso à escolaridade), pedagógico (atualização para garantir o crescimento integral dos alunos) e intelectual (promoção de uma "higiene da atenção" com silêncio, estudo aprofundado e debate ponderado). O Papa强调 que a escola não deve acompanhar a velocidade do mundo digital, mas oferecer o que o digital não consegue: tempo partilhado para aprender e relações de confiança.
No domínio do trabalho, o documento lembra que é necessário conceber sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho, insistindo que o acesso ao trabalho deve ser objetivo prioritário das políticas públicas. A liberdade económica não é absoluta e deve ser avaliada à luz do bem comum e da dignidade de cada pessoa. O Papa conclui alertando que a riqueza mundial cresceu, mas a concentração nas mãos de poucos intensificou-se, e que a luta contra as novas formas de escravatura, alimentadas por cadeias económicas e infraestruturas digitais, constitui um teste decisivo para o discernimento ético da transformação digital.




