Mais de 5 mil mortes atribuíveis ao calor foram registradas na Espanha entre 1º de junho e 31 de agosto, segundo dados do Instituto de Saúde Carlos III, que apontam o maior número para esse período desde o início da série histórica, em 2015. Ao todo, foram 5.111 óbita relacionados às altas temperaturas nos três meses.
O instituto, que tem sede em Madri, atribuiu 2.149 mortes ao calor em agosto, 2.025 em julho e 937 em junho, segundo dados consultados pela AFP. O número supera o recorde anterior para o mesmo período, registrado em 2022, quando foram contabilizadas 4.652 mortes atribuíveis ao calor.
O número de mortes este ano representa um aumento significativo em relação ao recorde anterior, mostrando uma tendência crescente de mortalidade associada ao calor extremo na Espanha. A situação coloca 2023 como o ano com mais mortes relacionadas ao calor no período desde 2015.
Na última semana, a Alemanha já havia anunciado o registro de um número recorde de 15.800 mortes relacionadas ao calor neste verão, indicando que o fenômeno não se limita apenas à Espanha e afeta diversos países europeus.




