O superpetroleiro saudita 'Sidr' foi intercetado enquanto navegava pelo canal sul do estreito de Ormuz após ter ativado subitamente os seus sistemas de identificação, segundo os meios de comunicação social iranianos. O petroleiro, com capacidade para dois milhões de barris de petróleo, foi construído em 2019 e mede 336 metros de comprimento e 60 metros de largura, encontrando-se atualmente ancorado a poucos quilómetros da costa de Omã, de acordo com sites de rastreio marítimo.
As autoridades navais britânicas tinham relatado pouco antes um "incidente envolvendo um petroleiro e forças militares" no oceano Índico, através do Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), que confirmou estar ciente da situação e ter investigações em curso. Por volta das 23h50 de segunda-feira, o UKMTO reportou ainda outro incidente perto da costa de Khasab, no Omã, onde um petroleiro foi atingido por três projéteis desconhecidos enquanto completava a passagem pelo estreito de Ormuz, sem registo de feridos ou impactos ambientais.
O Irão tem-se manifestado repetidamente contra a viabilidade do trânsito marítimo através do corredor sul. Na semana passada, Teerão anunciou um entendimento preliminar com o Omã para a gestão do tráfego através da passagem estratégica, afirmando que o acordo inclui o encerramento desta rota. No domingo, a Marinha da Guarda Revolucionária iraniana adiantou que um superpetroleiro foi "completamente imobilizado" depois de arder devido ao impacto de duas minas navais enquanto transitava "pela rota ilegal a sul do Estreito de Ormuz", ameaçando que navios que violem as normas de segurança enfrentarão o mesmo destino.
Os militares norte-americanos rejeitaram as declarações iranianas, considerando-as falsas e denunciando-as como "mais uma tentativa da Guarda Revolucionária de intimidar a navegação comercial regional através da desinformação".




