As férias judiciais terminaram a 31 de agosto, dando início ao regresso de vários processos mediáticos ao palco da justiça portuguesa. Entre os casos que retomam atividade estão a Operação Marquês, o caso BESA, a Operação Vórtex, a Operação Teia, a Tempestade Perfeita e a Operação Lex. Alguns processos permanecem em standby, como a Operação Influencer, o caso BES, o caso das PPP e a Operação Picoas.
Na Operação Marquês, o antigo primeiro-ministro José Sócrates, de 67 anos, será ouvido novamente a 10 de setembro, na sequência de um requerimento apresentado a 23 de junho no qual manifestou intenção de prestar declarações. Sócrates está pronunciado de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por alegadamente ter recebido dinheiro através de testas-de-ferro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo e o empreendimento Vale do Lobo. O processo conta com 21 arguidos que respondem por 117 crimes económico-financeiros, com o Ministério Público a reclamar cerca de 58 milhões de euros.
No caso BESA, os ex-presidentes do BES Ricardo Salgado e do BESA Álvaro Sobrinho voltam ao tribunal esta terça-feira. Sobrinho está acusado de 18 crimes de abuso de confiança agravado e cinco de branqueamento, enquanto Salgado responde por cinco crimes de abuso de confiança e um de burla qualificada. A 4 de setembro está marcada a leitura do acórdão da Operação Vórtex, que envolve os ex-presidentes da Câmara de Espinho Miguel Reis e Pinto Moreira, suspeitos de corrupção ativa e passiva, prevaricação e tráfico de influências em projetos imobiliários.
A 15 de setembro arranca o julgamento da Operação Teia, com os ex-presidentes das câmaras de Barcelos Miguel Costa Gomes e de Santo Tirso Joaquim Couto a serem julgados por corrupção e prevaricação. O Ministério Público refere que os arguidos se apropriaram indevidamente de 591.121,34 euros. O julgamento da Tempestade Perfeita, relacionado com suspeitas de corrupção em obras do setor da Defesa, continua com novas sessões agendadas, tendo 73 arguidos confirmados. A Operação Lex, que envolve o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e o ex-juiz Rui Rangel, também prossegue sem sessões ainda agendadas.




