Haddad diz que Tarcísio perdeu controle da segurança em SP e cita 'pior situação fiscal' em 30 anosFoto de Ló Juan no Pexels
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Haddad diz que Tarcísio perdeu controle da segurança em SP e cita 'pior situação fiscal' em 30 anos

oglobo1 de setembro de 2026 às 02:50

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou nesta segunda-feira que a autoridade monetária brasileira planeja reduzir a taxa básica de juros para o nível de 8,5% ao ano até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Campos Neto lembrou que o atual ciclo de corte de juros teve início em agosto de 2023 e que a trajetória de queda tem sido consistente, com o objetivo de estimular a economia nacional.

O presidente do BC defendeu que a política monetária deve ser conduzida de forma técnica e independente, sem interferências políticas. Segundo ele, a autonomia do Banco Central é fundamental para a credibilidade da política econômica e para o controle da inflação no país. Campos Neto enfatizou que a instituição trabalha com projeções baseadas em dados objetivos e que as decisões são tomadas considerando o cenário macroeconômico global e doméstico.

Durante a entrevista, Campos Neto também comentou sobre o risco fiscal e a sustentabilidade da dívida pública brasileira. Ele reconheceu que o endividamento é uma preocupação, mas afirmou que o arcabouço fiscal aprovado pelo governo oferece um caminho seguro para a estabilização das contas públicas. O presidente do BC alertou, contudo, que é necessário vigilance para evitar desequilíbrios que possam comprometer a confiança dos investidores.

O entrevista também abordou questões internacionais, incluindo o impacto das políticas monetárias dos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Campos Neto explicou que o Federal Reserve (Fed) ainda mantém juros elevados, o que cria desafios para países emergentes como o Brasil, mas destacou que o BC brasileiro está preparado para lidar com eventuais volatilidades cambiais. Ele completou que a diversificação de reservas internacionais é uma das ferramentas utilizadas para proteger a economia de choques externos.

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