Polícias podem voltar à rua por “uma polícia democrática ao serviço da população”Foto de Rodolfo Gaion no Pexels
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Polícias podem voltar à rua por “uma polícia democrática ao serviço da população”

oRegiões31 de agosto de 2026 às 21:13

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) anunciou que vai reunir a sua direção no dia 10 de setembro para definir novos protestos a nível nacional contra a falta de respostas do Governo. O presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos, apontou que existem "problemas gritantes na polícia", incluindo esquadras sem recursos, ausência de carros de patrulha e ausência de policiamento de proximidade, não estando afastada a possibilidade de os polícias voltarem "a sair para a rua" por "uma polícia democrática ao serviço da população".

A estrutura sindical criticou a falta de resposta do Ministério da Administração Interna, referindo que a tutela cancelou reuniões de negociação que já estavam marcadas e que tinham sido dadas como garantidas pelo Governo em 2024. A ASPP/PSP atribui responsabilidades ao Governo e a partidos com responsabilidades governativas, acusando-os de "desinvestimento na PSP" por incompetência ou por "secundarização face às mutações sociais, funcionais e criminais", apontando também diretamente ao primeiro-ministro pelo que considera ser o "incumprimento da palavra, do compromisso e do acordo celebrado".

A direção nacional da PSP foi igualmente visada no comunicado, sendo accusada de "total alinhamento com os erros governativos" e de revelar "total incapacidade de demonstrar o erro das más opções", incluindo em matérias da sua própria responsabilidade. Os autarcas também foram criticados pela organização sindical, que considera que alguns responsáveis municipais "agora reclamam políticas públicas e efetivos", apesar de terem patrocinado políticas que "desproviram a PSP de capacidade operacional".

Perante o cenário atual, a ASPP/PSP exige o reforço do efetivo da PSP para permitir um modelo preventivo e de proximidade, "uma real valorização remuneratória e dignificação de carreiras", bem como "uma real e efetiva auscultação, negociação sindical e implementação de medidas estruturais". A associação condena ainda o que considera ser "propaganda" e a "adulteração e branqueamento da realidade".

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