O ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, defendeu nesta segunda-feira (31), durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o modelo de segurança do presidente Nayib Bukele como uma estratégia de guerra contra organizações criminosas que, segundo ele, haviam criado um "Estado criminal paralelo" no país. Villatoro atribuiu a retomada do controle de territórios dominados por gangues ao regime de exceção decretado em 2022, ao endurecimento das leis e a mudanças na atuação do Judiciário.
O ministro criticou os que chamou de "pseudo-defensores" de direitos humanos que questionam o modelo salvadorenho. Durante a palestra, Villatoro apresentou o regime de exceção, em vigor desde março de 2022, que permitiu a prisão em massa de suspeitos sem ordem judicial e a implementação do plano de controle de territórios.
A experiência salvadorenha tem servido de inspiração para candidatos de direita no Brasil. Flavio Bolsonaro (PL) se reuniu com Villatoro no domingo, enquanto Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, estava presente no evento. Moro anunciou que pretende batizar de "El Salvador" o presídio de segurança máxima que promete construir caso seja eleito.




