A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, anunciou segunda-feira que uma operação naval europeia no Mediterrâneo intercetou no domingo, dia 30 de agosto, o petroleiro MV SUN, suspeito de pertencer à chamada frota fantasma russa. O navio foi abordado pelas forças europeias da operação Irini, que tem como missão inspecionar navios em alto mar, para verificação da sua bandeira.
O petroleiro é suspeito de navegar sob uma falsa bandeira, em violação do direito marítimo internacional. Kallas referiu que este é o sexto navio suspeito de pertencer à frota fantasma a ser intercetado por operações da UE nos últimos meses.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança sublinhou que as vendas ilegais de petróleo russo, através desta frota fantasma, representam uma fonte de financiamento crucial para a guerra da Rússia na Ukraine, acrescentando que a UE vai continuar a tentar travar estas atividades.
A frota fantasma é composta por navios que a Rússia regista em países terceiros para transportar sobretudo petróleo, conseguindo assim evitar as sanções internacionais aplicadas desde a invasão da Ucrânia. As ações contra esta frota estarão entre os temas em discussão quando os ministros da Defesa da UE se reunirem na terça-feira na Irlanda.




