O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu esta segunda-feira, 31 de agosto, uma resposta militar "com força" aos ataques com mísseis lançados pelo Irão contra alvos dos Estados Unidos no Médio Oriente. Em declarações à estação televisiva Fox News, Trump assegurou que "haverá uma resposta" e que os Estados Unidos vão "atacá-los com força". Segundo o presidente norte-americano, todos os mísseis lançados pelo Irão, com exceção de um, foram intercetados, pelo que considerou que os ataques não representam uma ameaça significativa para as forças norte-americanas na região.
As declarações surgem depois de Washington ter realizado, na madrugada de hoje, o primeiro ataque contra alvos iranianos em cerca de um mês, atingindo a ilha de Larak, no estratégico estreito de Ormuz. O Irão respondeu ao ataque com ações contra bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
Trump intensificou também a retórica contra a liderança iraniana, considerando que o país está mergulhado num "caos total" e classificando-o como uma "nação falida". Na sua plataforma Truth Social, o presidente alegou que o Irão não tem Marinha, Força Aérea, moeda, não paga aos seus soldados nem à polícia, e que a inflação está nos 300%. Trump acusou ainda as autoridades iranianas de repressão contra manifestantes e afirmou que a liderança "deve ser julgada por crimes de guerra e crimes contra a humanidade", tendo ainda partilhado um vídeo gerado por inteligência artificial que representava a destruição da ilha de Kharg, onde se situa o principal terminal de exportação de petróleo iraniano.
O conflito começou em 28 de fevereiro, com uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Um cessar-fogo alcançado em abril permitiu reduzir significativamente os confrontos diretos, embora tenham continuado ataques esporádicos na região do estreito de Ormuz. Os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra permanecem num impasse, apesar das recentes iniciativas de mediação do Paquistão.




