O Alentejo registou em julho um crescimento de 7,7% nas dormidas turísticas, o mais elevado entre as regiões turísticas do país, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística analisados por José Manuel Santos, presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo. Os proveitos turísticos subiram quase 20% comparativamente ao mesmo período de 2025, com aumentos de 14,6% no rendimento por quarto disponível e de 12% na receita por quarto ocupado. Os resultados são considerados particularmente relevantes num ano em que o setor turístico enfrenta um abrandamento a nível nacional e em vários mercados internacionais.
O mercado nacional foi o principal responsável pelo desempenho alentejano, com um crescimento de cerca de 11%, enquanto o mercado internacional apresentou um ligeiro crescimento de 0,2%. José Manuel Santos destacou que, embora a região tenha crescido acima da média nacional na maioria dos indicadores, o crescimento do mercado externo ficou abaixo da média nacional. O responsável salientou que a região conseguiu vender mais a preços mais elevados, o que considera um reflexo da qualidade da oferta turística alentejana e do trabalho desenvolvido por empresas, municípios e entidades de promoção.
Entre os desafios identificados, o presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo apontou o mercado alemão como um dos que enfrenta maiores dificuldades, referindo fatores económicos como a crise em alguns setores e os despedimentos em empresas, bem como condições climáticas que reduzem a disposição dos alemães para viajar para sul da Europa. Perante estas dificuldades, está prevista uma forte aposta na promoção internacional da região nos últimos meses de 2026, que José Manuel Santos antecipou ser "o quadrimestre mais intenso de promoção internacional que alguma vez o Alentejo teve", com o objetivo de diversificar mercados e reduzir a exposição às oscilações de países emissores específicos.
José Manuel Santos considerou que os resultados de julho contribuem para aumentar a confiança dos investidores na região, destacando projetos turísticos em concelhos de baixa densidade como o Crato, onde se verificam investimentos associados à estratégia de enoturismo. O responsável lembrou que ainda faltam conhecer os dados de agosto, mas afirmou que os resultados animam e dão motivação para continuar o trabalho, salientando que o turismo pode continuar a ser uma atividade económica importante para a fixação de pessoas e criação de emprego na região, embora o setor ainda pague cerca de 30% menos do que a economia geral.




