A TAP registou um prejuízo de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre, um agravamento face às perdas de cerca de 70 milhões de euros no período homólogo do ano anterior. A empresa explica que o forte aumento dos custos com combustível, que cresceram 18,7% no conjunto do semestre e aceleraram 52,3% no segundo trimestre, pressionou significativamente as contas da companhia aérea.
Apesar do resultado líquido negativo, a transportadora alcançou resultados operacionais positivos. As receitas operacionais cresceram 4,3% para 2.039,8 milhões de euros, enquanto as receitas de bilhetes avançaram 4,4% para 1.829,2 milhões de euros. A TAP transportou 8,2 milhões de passageiros nos primeiros seis meses, mais 4,2% do que no período homólogo, um número recorde, e operou 57,5 mil voos.
O tráfego cresceu 5,9%, acima do aumento de 1,7% da capacidade, o que permitiu elevar a taxa de ocupação para 85,4%. A empresa reforçou também a sua posição financeira através de uma emissão obrigacionista de 350 milhões de euros, terminando junho com 1.222,1 milhões de euros em caixa.
Os resultados surgem num contexto de avanço da privatização parcial da TAP, com a Air France-KLM e a Lufthansa a entregarem propostas vinculativas para a compra de 44,9% do capital. O presidente executivo Luís Rodrigues salientou que o desempenho demonstra a robustez do modelo de negócio e que a TAP inicia agora um novo capítulo com um plano estratégico para a próxima década.




