Lisboa prepara-se para um eventual tsunamiFoto de Daniel Frese no Pexels
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Lisboa prepara-se para um eventual tsunami

oRegiões31 de agosto de 2026 às 12:35

A Câmara Municipal de Lisboa vai reforçar ainda este ano o sistema municipal de aviso e alerta de tsunami com a instalação de duas novas sirenes na frente ribeirinha da cidade. Os equipamentos serão colocados no Jardim Sá da Bandeira, na freguesia da Misericórdia, e junto à Estação de Santa Apolónia, na freguesia de Santa Maria Maior. Será ainda relocalizada a sirene atualmente instalada nas instalações da Marinha, na Avenida Ribeira das Naus, para o Miradouro do Chão do Loureiro, numa medida destinada a melhorar a propagação do sinal sonoro na Baixa Pombalina e no Terreiro do Paço.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, sublinhou o reforço do investimento na área da proteção civil, referindo que a autarquia tem vindo a promover um reforço significativo de recursos nesta área crucial, tanto pela resposta aos desafios diários como pelo contributo para preparar a cidade para situações de emergência. As novas localizações foram escolhidas com base em estudos técnicos, incluindo análises acústicas e avaliações realizadas durante exercícios de proteção civil, como o Lisbon Wave 26, realizado em março.

Com este reforço, Lisboa pasará a dispor de sirenes de alerta de tsunami na Praça do Império, em Belém, no Passeio Carlos do Carmo, em Alcântara, na Doca de Alcântara/Santo Amaro, na Estrela, no Jardim Sá da Bandeira, na Misericórdia, na Estação de Santa Apolónia, e no Miradouro do Chão do Loureiro, em Santa Maria Maior. O vereador da Proteção Civil, Rodrigo Mello Gonçalves, afirmou que a proteção das pessoas é a prioridade e que o objetivo passa por salvar vidas e minimizar as consequências de um desastre natural deste tipo, defendendo maior investimento na sensibilização da população.

A autarquia pretende continuar a expandir a rede durante o atual mandato, com o objetivo de alcançar dez sirenes distribuídas pela frente ribeirinha do concelho. De acordo com a Câmara de Lisboa, o sistema de alerta permite avisar a população cerca de 30 minutos antes da chegada de um tsunami, dando tempo para iniciar a deslocação para zonas seguras e contribuindo para reduzir o risco de perda de vidas.

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