Moçambique vai investir as receitas provenientes dos megaprojetos de gás natural noutros setores da economia para assegurar o crescimento e desenvolvimento do país, disse o Presidente Daniel Chapo na abertura da 61.ª Feira Internacional de Maputo (Facim). O chefe de Estado moçambicano afirmou que a estratégia do Governo é fazer o dinheiro chegar ao bolso de cada cidadão, não bastando apenas o crescimento económico, mas este deve ser acompanhado pelo desenvolvimento em diversas áreas.
Moçambique conta atualmente com dois investimentos da TotalEnergies e da Eni em curso na bacia do Rovuma, enquanto aguarda a decisão final de investimentos da ExxonMobil. Segundo Daniel Chapo, estes projetos vão totalizar cerca de 60 mil milhões de dólares em investimentos nos próximos 10 anos. As reservas de gás natural liquefeito da bacia do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, estão classificadas entre as maiores do mundo.
O Presidente defendeu que o país deve apostar na capacitação de pequenas e médias empresas para fornecerem serviços aos megaprojetos e na transformação local das riquezas através da criação de capacidade industrial local. Os setores prioritários para investimento das receitas do gás incluem a agricultura, a indústria, os recursos minerais, a energia, o turismo, a transformação digital, a economia azul e as infraestruturas.
A Facim decorre entre 31 de agosto e 5 de setembro no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, em Maputo, com o lema "Transformação digital e energética para uma economia sustentável". A organização prevê a participação de quase 3.000 expositores de 29 países, incluindo cerca de 600 empresas estrangeiras e 2.300 nacionais, esperando receber cerca de 55 mil visitantes. O Brasil participa como país convidado de honra e Portugal está representado por mais de 100 empresas de capitais portugueses.




