A segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancou na segunda-feira, 24 de agosto, com 6.639 vagas disponíveis, menos 42,3% do que na segunda fase do ano passado. Das 56.228 vagas colocadas a concurso, sobraram 6.639 vagas para esta fase. Nos primeiros sete dias, o número de candidatos está 17,9% abaixo do verificado em igual período do ano passado, o equivalente a menos 2.302 candidatos, num total de 10.587, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior.
Quase 50 mil alunos ficaram colocados na primeira fase do concurso, um valor recorde que representa uma subida de 13,9% face ao ano passado, invertendo a redução registada em 2025. O curso de Engenharia Aeroespacial da FEUP teve a nota de entrada mais elevada na primeira fase, com 19,5 valores, enquanto Gestão e Informática em Lamego fechou com 9,7 valores. Dos 1.170 cursos integrados no concurso, 412 têm vagas sobrantes para a segunda fase, cujos resultados serão divulgados no dia 30 de setembro.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, considerou que o sucesso da segunda fase dos exames demonstrou que o processo de digitalização da avaliação externa estava bem concebido, numa mensagem publicada no Facebook no dia em que foram divulgadas as colocações.
O secretary-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou no domingo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de tentar branquear o caos nos exames nacionais e os problemas na preparação do acesso ao ensino superior. O líder socialista acusou ainda Montenegro de ter medo do povo português e aconselhou-o a ouvir o país.




