O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, marcou presença este domingo nas celebrações do centenário da elevação de Estremoz a cidade, completando-se 100 anos desde que a vila alcançou esse estatuto através do Decreto-Lei n.º 12.227, de 31 de agosto de 1926. Na sua intervenção, o governante recuou na história do município para recordar a ligação da Rainha Santa Isabel à cidade, o seu papel em momentos decisivos da construção e defesa de Portugal, desde a crise de 1383-1385 à Guerra da Restauração, e a participação dos militares do Regimento de Cavalaria n.º 3 no restabelecimento da democracia.
Castro Almeida defendeu que a história de Estremoz não pode ser reduzida ao último século e que a cidade deve ser reconhecida pelos seus recursos e potencial futuro, destacando o mármore de Estremoz, o vinho, o azeite, os Bonecos de Estremoz (Património Cultural Imaterial da Humanidade), o património histórico e a capacidade empreendedora das empresas locais. O ministro considerou que a grande força da cidade reside na forma como soube transformar a sua herança em futuro.
A partir de Estremoz, o governante alargou a intervenção aos territórios do interior, defendendo que Portugal deve mudar a forma como olha para estas regiões. Sublinhou que o interior não é uma periferia da economia nacional, mas uma parte fundamental da sua capacidade produtiva, e que é necessário criar condições para investir, atrair talento, fixar jovens e gerar emprego qualificado. O ministro aproveitou também para destacar o papel das autarquias, lembrando que 2026 marca igualmente os 50 anos do poder local democrático.
As cerimónias do centenário incluíram o descerramento de uma placa comemorativa, a assinatura do Livro de Honra, atuações do Orfeão de Estremoz e da Banda da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, uma homenagem às entidades centenárias do município e um espetáculo de fogo de artifício. Castro Almeida terminou a intervenção afirmando que a melhor homenagem ao passado é construir um futuro melhor e que o futuro de Portugal não se decide apenas nas áreas metropolitanas, mas também em cidades como Estremoz.




