O exército dos Estados Unidos confirmou a realização de um ataque "de precisão" contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes com minas que o Irão se preparava para lançar no estreito de Ormuz. O ataque, realizado no domingo 30 de agosto, é a primeira ação militar contra Teerão em cerca de um mês, tendo destruído as plataformas na ilha iraniana de Larak. Segundo um responsável norte-americano citado pela CNN, a operação foi realizada com recurso a drones.
O Comando Central militar dos EUA (Centcom) afirmou que a colocação de minas pela Guarda Revolucionária Islâmica representava "uma ameaça iminente" no estreito de Ormuz, uma via marítima por onde circula uma parte significativa dos hidrocarbonetos exportados a nível global. O comando refutou a declaração iraniana de que o ataque teria sido "um ato de agressão", acrescentando que "o Irão criou a ameaça e as forças armadas dos EUA eliminaram-na para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial".
Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o lançamento de ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia. O Presidente Donald Trump tinha anteriormente alertado que qualquer embarcação que colocasse novos dispositivos explosivos no estreito seria "destruída imediatamente e de forma sistemática", tendo também anunciado a conclusão da remoção de minas das rotas marítimas internacionais.
Após o colapso das negociações para alcançar a paz e o prazo de 60 dias para uma solução negociada, Washington anunciou um novo pacote de sanções contra Teerão. No entanto, o secretary da Guerra, Pete Hegseth, esclareceu que o Pentágono não descartava continuar a realizar "ataques cinéticos" se necessário.




