Uma clínica de fertilidade em Cascais foi declarada insolvente, deixando dezenas de pacientes sem respostas sobre os seus tratamentos. A sentença de insolvência foi proferida apenas cinco dias após a última publicação da clínica nas redes sociais, onde não deu qualquer indicação sobre o encerramento iminente.
A maioria das doentes afetadas são britânicas, que escolheram Portugal como destino para tratamentos de procriação medicamente assistida. Muitas destas pacientes ficaram num estado de grande incerteza, sem saber o que aconteceu aos seus processos clínicos e aos embriões que tinham存储ados na clínica.
Segundo a informação disponível, os embriões das pacientes foram transferidos para outra clínica, mas muitas mulheres não receberam informações claras sobre este processo de transferência. A situação deixou várias doentes numa situação de limbo, sem acompanhamento médico adequado e sem saber que passos deveriam seguir.
O caso levanta questões sobre a regulamentação das clínicas de fertilidade em Portugal e sobre a proteção dos direitos das pacientes que investiram tempo, dinheiro e esperança nestes tratamentos. As afetadas continuam à procura de respostas sobre o futuro dos seus tratamentos e sobre possíveis indemnizações.




