O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, admitiu em entrevista ao ECO que projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com uma conclusão a 90% podem não ficar totalmente concluídos até ao final do ano sem recurso ao Orçamento do Estado. O governante avançou que só em setembro será possível apurar o volume exato de obras e o dinheiro necessário para completar projetos que não ficaram prontos. Portugal tem 403 mil projetos no âmbito do PRR, num total de 16.326 milhões de euros em subsídios a fundo perdido, além de uma componente de empréstimos que, segundo o ministro, deverá também ser executada na totalidade.
Castro Almeida reconheceu que seria imprudente não retirar lições de um projeto que classificou como o maior de sempre da Administração Pública portuguesa. O primeiro momento de avaliação将由 estrutura de missão Recuperar Portugal, que apresentará o seu relatório em outubro. O ministro assumiu que houve "excesso de otimismo ou erro de programação" na inclusão de obras como a expansão do metro de Lisboa e o Hospital de Todos os Santos, que não tinham maturidade suficiente para serem executadas dentro do prazo do PRR.
Quando projetos não puderam ser executados no âmbito do PRR, o Governo teve de fazer opções, redirecionando verbas para a inovação e competitividade das empresas, particularmente para inteligência artificial, que consumiu cerca de 800 milhões de euros, e para as áreas sociais de saúde e educação. Um decreto-lei permitiu a passagem de projetos do PRR para o PT2030, possibilitando compensações entre entidades sem obrigar à devolução efetiva de dinheiro.
O ministro defendeu que o PRR melhorou a vida de milhões de portugueses através de escolas, centros de saúde e habitações construídos, embora tenha reconhecido que não houve uma mudança estrutural do país. Garantiu que o Governo fará tudo para evitar deixar obras a meio e que a responsabilidade de manutenção dos investimentos cabe a cada ministry.




