O governo federal notificou as quatro maiores fornecedoras de vale-refeição e vale-alimentação para que explicassem as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais. A notificação foi feita pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, após a constatação de que as empresas estão praticando valores acima do teto estabelecido pelo Executivo.
Desde fevereiro, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que regulamentou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), determina que a taxa máxima cobrada seja de 3,6%. A medida fazia parte de uma política de controle de preços desses benefícios.
No entanto, um levantamento realizado pelo Ipsos-Ipec entre junho e julho revelou que a taxa média praticada pelas fornecedoras subiu de 5,19% em abril para 6,18%. Os valores estão bem acima do limite imposto pelo decreto presidencial.
O artigo sugere que a política de tabelamento do vale-refeição não obteve o resultado esperado pelo governo, com as taxas continuando acima do patamar estabelecido.




