Rússia promete mais ataques contra infraestruturas de energia ucranianasFoto de lina hrm Lina no Pexels
Mundo
Украина
Инвестиции

Rússia promete mais ataques contra infraestruturas de energia ucranianas

Jornal Económico30 de agosto de 2026 às 19:16

A Rússia anunciou no domingo, 30 de agosto, estar a preparar "ataques maciços" contra instalações do setor energético da Ucrânia, numa intensificação das investidas que se verifica há vários meses. O Ministério da Defesa russo indicou tratar-se de uma "resposta aos contínuos ataques do regime de Kiev contra as infraestruturas civis e o complexo petrolífero e energético da Rússia".

Durante o inverno passado, Moscovo já tinha multiplicado os ataques às centrais ukrainianas, devastando o setor energético do país e mergulhando milhões de pessoas no frio e na escuridão. Ambos os países têm estado envolvidos numa intensificação de ataques de longo alcance que visam um número crescente de infraestruturas civis, provocando regularmente vítimas mortais.

Na véspera do anúncio, um ataque russo a um depósito de munições nos arredores de Kiev provocou uma grande explosão e causou pelo menos 38 mortos. O exército russo reivindicou também ter atingido uma fábrica de amianto e cimento e um fabricante de drones e munições na capital ukrainiana. Em resposta, a Ucrânia atacou com drones uma refinaria de petróleo no noroeste da Rússia, provocando um incêndio.

As negociações para um cessar-fogo estão paralisadas desde que os Estados Unidos se envolveram na guerra contra o Irão, após a ofensiva lançada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro. A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, dando início ao conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que já provocou um número muito elevado de vítimas civis e militares.

A Rússia anunciou este domingo, 30 de agosto, estar a preparar “ataques maciços” contra instalações do setor energético da Ucrânia, num contexto de nítida intensificação das investidas há vários meses.

“As forças armadas russas iniciaram os preparativos para ataques maciços contra as instalações do setor energético da Ucrânia”, declarou o Ministério da Defesa russo numa mensagem nas redes sociais, citado pela agência francesa AFP.

O ministério disse que se trata de uma “resposta aos contínuos ataques do regime de Kiev contra as infraestruturas civis e o complexo petrolífero e energético da Rússia”.

Durante o inverno passado, Moscovo multiplicou os ataques às centrais ucranianas, devastando o setor energético do país e mergulhando milhões de pessoas no frio e na escuridão.

A Rússia e a Ucrânia estão envolvidas há vários meses numa intensificação de ataques de longo alcance, que visam um número crescente de infraestruturas civis, tais como armazéns, comércios, instalações petrolíferas e portuárias e navios.

Estes ataques provocam regularmente vítimas civis.

O Exército russo reivindicou hoje ter atingido em Kiev durante a noite uma fábrica de amianto e cimento, cujos armazéns eram utilizados para guardar explosivos, segundo Moscovo, bem como um fabricante de drones e munições.

Na véspera, um ataque russo a um depósito de munições nos arredores de Kiev provocou uma grande explosão e causou a morte a pelo menos 38 pessoas, segundo um balanço atualizado hoje.

A Ucrânia atacou durante a noite com drones uma refinaria de petróleo no noroeste da Rússia, provocando um incêndio, relataram as autoridades locais.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu na sexta-feira à indústria de defesa que acelerasse a produção de armamento para aumentar o lançamento de drones contra alvos na Rússia de 300 para mil por dia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 para “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho, desencadeando o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O conflito causou um número por determinar de vítimas, tanto civis como militares, que diversas fontes, incluindo a ONU, admitem ser muito elevado.

As negociações para um cessar-fogo estão paralisadas desde que os Estados Unidos se envolveram na guerra contra o Irão, após a ofensiva que lançaram em conjunto com Israel em 28 de fevereiro.

Ucranianos e russos mantêm contactos apenas para troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados.

Notícias relacionadas

Mundo

Maduro diz estar "a resistir" em publicação com fotografias na prisão

O presidente venezuelano Nicolás Maduro publicou fotografias tiradas na prisão onde afirma estar "a resistir", segundo imagens com data de 25 de junho, um dia após um duplo terramoto na Venezuela. A publicação surge num contexto de crise política e contestação aos resultados eleitorais que dão vitória a Maduro, num momento de grande tensão no país.

Diário de Viseu30/08/26, 20:00
Mundo

137 mil pessoas desapareceram na Colômbia desde 1921

Pelo menos 137 mil pessoas desapareceram devido ao conflito armado na Colômbia desde 1921, segundo dados alarmantes divulgados neste domingo, Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados. A data marca a luta das famílias que buscam seus entes desaparecidos e chama a atenção para uma das maiores tragédias humanitárias da história do país sul-americano.

Observador30/08/26, 19:44
Mundo

Há muitas semelhanças "sociológicas" entre votação na Islândia e o Brexit, mas país já "é praticamente parte da União Europeia"

Ricardo Monteiro, comentador da CNN Portugal, analisa as semelhanças sociológicas entre a votação islandesa de rejeição à União Europeia e o Brexit, destacando que, apesar dessas paralelos nos padrões de votação, a Islândia já está praticamente integrada na União Europeia.

CNN Portugal30/08/26, 19:40
Mundo

Famílias de militares falam em falta de higiene nos EUA: «Para fracos já há muitos»

Famílias de militares norte-americanos denunciam falta de higiene nas instalações militares, enquanto o tema da fraqueza é levantado no contexto das condições das Forças Armadas dos EUA. Paralelamente, são destacadas as inovações militares na Guerra da Ucrânia, com destaque para a visita do senador Richard Blumenthal a fábricas de drones em Kiev, evidenciando o interesse americano no desenvolvimento tecnológico militar乌克兰战场.

Now30/08/26, 19:10