Líder do PS acusa Montenegro de tentar branquear caos nos exames nacionais (C/ÁUDIO)
Rádio Campanário30 de agosto de 2026 às 17:08
O secretaryário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o primeiro‑ministro, Luís Montenegro, de branquear o caos nos exames nacionais do ensino secundário e de ter medo do povo português. As declarações foram feitas durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, no distrito de Setúbal, numa reação ao discurso de Montenegro no encerramento da 22.ª Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.
Carneiro afirmou que Montenegro se substituiu ao ministro da Educação para afirmar uma realidade que não existe, salientando que a percentagem de candidatos que entraram no ensino superior diminuiu em relação aos anos anteriores. O líder socialista criticou ainda que Montenegro deveria ter reconhecido que encontrou financiamento e um programa de criação de centros tecnológicos para o ensino profissional preparado pelo PS.
O líder socialista acusou também Montenegro de queixar-se das gavetas que encontrou, quando nelas havia mais de 3.500 milhões de euros que permitiram descapitalizar o superávite do Estado. Carneiro considerou ainda que o primeiro‑ministro não resolveu os problemas do custo de vida nem deu respostas adequadas ao aumento dos mesmos.
Relativamente à educação, José Luís Carneiro lembrou que há alunos que ainda não conhecem a sua situação de candidatura ao ensino superior e avançou que o PS aguarda que o ministro da Educação responda às suas questões até ao início de setembro, alertando que, caso contrário, avançarão com uma comissão de inquérito.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de branquear “o caos nos exames” nacionais do ensino secundário e de ter “medo do povo português”, aconselhando-o a ouvir o país.
“Aquilo que [Luís Montenegro] acabou de fazer trata-se da maior operação de branqueamento do que se passou com o caos nos exames deste Verão e na preparação do acesso ao ensino superior por parte dos alunos”, afirmou.
O líder socialista reagia desta forma ao discurso do primeiro-ministro, Luís Montenegro, este domingo, no encerramento da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre.
Durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, no distrito de Setúbal, José Luís Carneiro sublinhou que “só mesmo a tentativa de branqueamento” no acesso ao ensino superior, justifica que Montenegro se tenha substituído “ao ministro da Educação para afirmar uma realidade que não existe na vida das pessoas”.
“Entre o número de candidatos que concorreram e que entraram, a percentagem diminuiu em relação aos anos anteriores”, quis esclarecer o líder socialista, em declarações aos jornalistas.
Já sobre o Centro de Formação Profissional, José Luís Carneiro afirmou que Montenegro “deveria ter dito que encontrou financiamento”, assim como um programa de criação de centros tecnológicos para o ensino profissional “todo preparado pelo PS quando estava em funções governativas”.
“Queixou-se muito das gavetas que encontrou, [mas] foi pena que não se tivesse lembrado” que nessas gavetas encontrou “mais de 3 mil e 500 milhões de euros que permitiram que, nestes mais de dois anos, tenha vindo a descapitalizar o superávite que existia no Estado e a responder a algumas das prioridades”, criticou.
E, acrescentou, que ainda assim, o primeiro-ministro “não resolveu os problemas do custo de vida e não deu respostas adequadas ao aumento dos custos de vida”.
Na sua declaração inicial aos jornalistas, José Luís Carneiro acusou Montenegro de ter “medo do povo português”.
Depois da rentrée do PSD, “hoje voltámos a vê-lo passado algum tempo de novo também num local muito protegido.
O primeiro-ministro devia ouvir o país porque se ouvisse o país não poderia fazer um discurso daqueles como acabou de fazer”, aconselhou.
Questionado sobre as afirmações de Montenegro de que os governos do PS não quiseram resolver os problemas da educação, o líder socialista acusou o primeiro-ministro de estar “desfasado da realidade”, dando os exemplos dos instrumentos de apoios aos professores e o descongelamento das carreiras e dos salários.
“Devia ter a humildade para lembrar quem esteve no planeamento e em tantas opções que foram hoje anunciadas como sendo suas. Foi quase como uma atitude do cuco que é aquele que, em regra, aproveita o ninho feito pelos outros”, afirmou.
Também questionado sobre a ameaça da moção de censura do Chega, José Luís Carneiro voltou a não querer responder diretamente, lembrando, por outro lado, que aguarda que o Governo responda às questões do PS em matéria de educação até ao início de setembro.
“Hoje há alunos que ainda não conhecem a sua situação de candidatura ao ensino superior e é muito importante que o ministro da Educação responda até ao princípio de setembro às perguntas que o PS formulou porque, caso contrário, avançaremos com uma comissão de inquérito” lembrou.
O presidente da JSD, João Pedro Luís, respondeu este domingo à ameaça do Chega de apresentar uma moção de censura ao Governo, acusando o partido de André Ventura de ser um "falso valente" e um "catavento político". No encerramento da Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, o líder dos jovens sociais-democratas apresentou quatro "censuras" ao Chega, criticando a mania de ameaçar com eleições sem querer cumprir promessas, a facilidade de mudar de opinião conforme as sondagens, a "fábrica de bodes expiatórios" e a "tática do coitadinho". João Pedro Luís apresentou ainda uma "moção de confiança" em Luís Montenegro, elogiando as medidas do Governo para os jovens, como o IRS jovem, o passe ferroviário e o aumento de 6.092 estudantes colocados no Ensino Superior.
O líder do PS, José Luís Carneiro, acusou o primeiro-ministro Luís Montenegro de realizar "a maior operação de branquear o caos nos exames nacionais" do ensino secundário e de ter "medo do povo português", pedindo-lhe que ouça o país. Esta acusação surge em reação ao discurso de Montenegro, que terá tentado minimizar os problemas ocorridos nos exames e na preparação do acesso ao ensino superior.
Luís Montenegro anunciou, no discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD, um novo regime de autonomia para as escolas, medida que foi aplaudida pelos diretores escolares. O programa visa dar mais autonomia às escolas na gestão administrativa e pedagógica, respondendo a antigas reivindicações do setor educativo.
O primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, lamentou as perturbações causadas pela correção digital nos exames nacionais, mas defendeu que "foi o caminho correto", agradecendo o empenho da comunidade escolar. Montenegro fez estas declarações ao encerrar a 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, distrito de Portalegre, evento dirigido a jovens quadros do partido.