Setores radicais do chavismo e forças da oposição criticaram a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, por concordar em dar aos Estados Unidos acesso exclusivo aos valiosos recursos petrolíferos do país. O acordo entrega aos EUA o controle majoritário de 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano.
Segundo analistas, a líder estaria apostando no acordo com Donald Trump como uma forma de consolidar o poder. Risa Grais-Targow, diretora para a América Latina do Eurasia Group, afirmou que o acordo pode beneficiar Delcy ao reforçar o compromisso de Trump de trabalhar com ela, reduzindo assim os incentivos para avançar rumo a uma nova votação presidencial.
A oposição está contrariada justamente porque o acordo limita o interesse do governo Trump em pressionar por eleições rápidas na Venezuela. Com décadas de nacionalismo antiamericano em seu caminho, há também o risco de que o acordo se transforme em problema para Rodríguez junto aos setores mais radicais de sua própria base de apoio.




