Montenegro encerra Universidade de Verão do PSD com moção à vista para GovernoFoto de Uiliam Nörnberg no Pexels
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Montenegro encerra Universidade de Verão do PSD com moção à vista para Governo

Jornal Económico30 de agosto de 2026 às 11:41

Luís Montenegro encerrou este domingo, 30 de agosto, a 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre. O presidente do PSD tinha participado na quinta-feira por videoconferência, respondendo a dez perguntas dos jovens quadros do partido, tendo prometido falar hoje sobre educação e as reformas na qualificação dos recursos humanos. Esta intervenção funciona habitualmente como a segunda rentrée do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve.

A semana política ficou marcada pela ameaça do líder do Chega, André Ventura, de entregar no parlamento uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-miistro não resolva a situação do ministro da Administração Interna, Luís Neves. O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusou que este ultimato enfraqueça o executivo, afirmando que enquanto muitos perdem tempo com barulhos e cortinas de fumo, o PSD continua a resolver problemas.

Relativamente à Segurança Social, foi apresentado um estudo do grupo de trabalho criado pelo Governo para propor medidas de reforma, mas o primeiro-miistro afastou qualquer mudança estrutural nesta área durante a atual legislativa. Montenegro prometeu que, se algum dia propuser essa transformação estrutural, será na base de um compromisso assumido com o povo português antes das próximas eleições, defendendo um entendimento nacional sobre a sustentabilidade do sistema.

Sobre educação, Montenegro prometeu falar das reformas em curso para uma maior qualificação dos recursos humanos. Depois das polémicas e atrasos na correção digital dos exames nacionais, o número de alunos colocados em instituições de ensino superior públicas foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025. A cerca de um mês da entrega do Orçamento do Estado para 2026, vários dirigentes do PSD apontaram semelhanças entre o discurso dos líderes do Chega e do PS, com Montenegro a prometer paciência e tolerância democrática para com a oposição.

Luís Montenegro encerra este domingo, 30 de agosto, a Universidade de Verão do partido, com a agenda política marcada pela discussão sobre a Segurança Social e pela ameaça do Chega em apresentar uma moção de censura ao Governo.

Luís Montenegro participa a partir das 12 horas, na sessão de encerramento da 22.ª edição desta iniciativa de formação de jovens quadros, que decorre desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre), depois de na quinta-feira ter respondido, por videoconferência, a dez perguntas dos participantes na iniciativa, prometendo falar hoje sobre educação.

A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda ‘rentrée’ do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, na qual anunciou este ano a reentrada do Estado no capital da REN e criticou o que chamou de “censura moderna”, lamentado que os portugueses só conheçam as polémicas e incidentes e o mais importante fique “escondido em notas de rodapé”.

Desde então, foi apresentado um estudo do grupo de trabalho criado pelo Governo para “propor medidas tendentes à reforma da Segurança Social”, mas esta semana o primeiro-ministro, tal como já tinham feito outros membros do Governo, afastou qualquer mudança estrutural nesta área na atual legislatura.

Na quinta-feira, na participação surpresa à distância na Universidade de Verão do PSD, Montenegro prometeu que, “se algum dia propuser essa transformação estrutural, será na base de um compromisso” assumido com o povo português antes das próximas eleições.

“O meu desejo era que nós pudéssemos ter um entendimento nacional para que, independentemente da força política que ganhasse as eleições, todos se comprometessem a executar a transformação estrutural que dá sustentabilidade a este sistema”, afirmou então.

Na mesma ocasião, em que passou em revista as principais medidas do executivo PSD/CDS-PP, Montenegro prometeu para hoje falar “das reformas da educação”.

“Daquilo que estamos a fazer para termos uma qualificação maior dos nossos recursos humanos e com isso podermos ser um país mais atrativo, mais produtivo”, disse.

Depois das polémicas e atrasos que envolveram a correção digital dos exames nacionais, o número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.

A semana política ficou marcada pela ameaça do líder do Chega, André Ventura, de entregar no parlamento na terça-feira uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro não resolva a situação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que considera ter atingido um nível “grotesco” e “inaceitável”.

Numa breve reação ao tema, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusou que este ultimato enfraqueça o Governo.

“Enquanto muitos ao nosso redor perdem tempo com barulhos e cortinas de fumo, nós continuamos a resolver problemas”, afirmou depois aos jornalistas, após o Tribunal Constitucional ter dado luz verde à chamada lei do retorno.

Também Montenegro, na sua passagem virtual por Castelo de Vide na quinta-feira, já tinha defendido que trabalhar será a resposta às críticas e “pedidos de distração”.

“Como é que nós vencemos o negativismo, o pessimismo daqueles que querem deixar tudo na mesma? Trabalhando. Como é que nós respondemos àqueles que fazem esses ataques sem fundamento, sem razão? Trabalhando”, afirmou.

A cerca de um mês da entrega do Orçamento do Estado para 2026, foram vários os dirigentes do PSD que procuraram apontar na Universidade de Verão do PSD semelhanças entre o discurso dos líderes do Chega e PS, com o presidente do PSD a prometer depois “paciência” e “tolerância democrática” para com a oposição, apesar de lhes apontar “muitas asneiras e disparates”, sem abrir o jogo sobre eventuais negociações orçamentais.

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