A morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, no dia 11 de agosto deste ano, em Copacabana, reacendeu o debate sobre o chamado "justiçamento" — prática de impor punições fora das leis oficiais. Ele foi espancado ao ser acusado injustamente de roubo de bicicleta.
Enquanto linchamentos ocorrem de forma pontual nas ruas, nas comunidades dominadas pelo tráfico e pela milícia, esse tipo de violência é rotina. Organizações criminosas estabelecem seus próprios códigos de conduta, julgam pessoas, decreta sentenças e aplicam punições que variam entre humilhações, agressões físicas e morte.
O artigo cita outros casos recentes, como um jogador de futebol baleado em uma barbearia no Recreio, além da apreensão de um menor envolvido em um estupro coletivo de uma garota de 13 anos que foi submetida a um "tribunal do tráfico".
Para Júlia Quirino, especialista em Segurança e Defesa, a semelhança entre o caso de Cláudio Rafael e o que ocorre nas favelas está na rapidez com que uma acusação pode se transformar em justificativa para punir alguém, sem direito a defesa ou julgamento justo.




