Uma americana de 41 anos, identificada apenas como Sarah, foi diagnosticada com uma doença ocular incurável causada pelo hábito de dormir sem remover a maquiagem por anos. A consultora inicialmente acreditava que seus constantes olhos secos eram apenas uma questão genética ou consequência do envelhecimento, como sugeriram os próprios médicos que a atenderam.
Há cinco anos, Sarah teve a primeira experiência grave ao acordar com a pálpebra grudada ao globo ocular. Ela descreveu a sensação como "velcro" e, ao conseguir forçar a abertura dos olhos, sentiu uma dor aguda. A situação evoluiu para lacerações frequentes na córnea, que passaram a ocorrer a cada três meses.
As crises se tornaram incapacitantes, transformando sua vida em uma sucessão de momentos em que precisava se isolar em quartos escuros, longe de qualquer trabalho ou atividades com os filhos, aguardando que a dor passasse. A investigação médica tardia revelou que ela sofre de disfunção das glândulas de Meibomius (DGM), uma doença crônica em que as glândulas responsáveis pela produção de óleos que lubricam os olhos ficam obstruídas ou não funcionam corretamente.




