O Rio de Janeiro é a capital do Brasil com o maior número de apostadores, segundo mapeamento do IBGE. A expansão horizontal das casas de apostas foi maior em cidades fluminenses com royalties e na Serra.
O empresário Breno, de 37 anos, é um exemplo dos danos causados pelo vício em apostas on-line. Ele vivia uma vida de luxo, com festas, camarotes em jogos de futebol e viagens internacionais pagas pela plataforma de apostas, que buscava fazê-lo investir cada vez mais dinheiro. Até que ele perdeu tudo: o casamento, o tempo com os dois filhos e um imóvel que ganhou do pai.
Hoje, Breno frequenta o grupo de ajuda Jogadores Anônimos para tentar se recuperar. Ele admite ter enganado diversas pessoas para conseguir dinheiro para jogar. Ele tem uma filha de 14 anos e um filho de 4 meses, e conta que ficava no celular cerca de 13 horas por dia, a maior parte do tempo jogando, deixando de viver momentos preciosos com a família e perdendo a confiança dos parentes e amigos.




