A mediados de agosto, enquanto os investidores do Velho Continente reduziam a sua atividade bolsista para aproveitar o sol e a praia em pleno verão, o mercado mundial de obrigações começou a enviar sinais de alerta que não se viam desde os prolegómenos da Grande Recessão. O contexto era de férias de verão na Europa, mas os mercados globais mostravam preocupação.
Em 19 de agosto, o rendimento das obrigações do Tesouro americano a 30 anos, considerado a referência mundial do mercado de obrigações, subiu até 5,3%, máximos que não se registavam desde 2007. Este nível representa o valor mais alto em quase duas décadas.
Este fenómeno está relacionado com o aumento da dívida pública, que se tornou o novo foco de tensão dos mercados financeiros. Os investidores internacionais começaram a demonstrar preocupação crescente com a sustentabilidade das finanças públicas em várias economias desenvolvidas.
Os sinais detectados no mercado de obrigações são semelhantes aos que precederam a Grande Recessão, o que fez soar os alarmes entre os analistas financeiros que acompanham a evolução da dívida soberana a nível mundial.




