Fernando Pimenta tornou-se campeão do Mundo em K1 1.000 metros aos 37 anos de idade, na prova realizada na Polónia, estabelecendo-se como o mais velho campeão mundial nesta categoria. O atleta português completou a prova em 03.24,39 minutos, superando o húngaro Balint Kopasz, seu maior rival nos últimos anos, por apenas 22 centésimos de segundo, e o australiano Thomas Green, prata em 2025, por 1,41 segundos.
Pimenta revelou que viveu momentos de grande intensidade emocional antes da prova, confessando ter chorado sozinho na plataforma, 30 minutos antes da largada, refletindo sobre a sua carreira e consciente de que não lhe restam mais 15 anos com esta condição física. O campeão disse ter seguido a tática habitual de sair na frente e fazer os adversários sofrerem, como lhe havia aconselhado o seu treinador.
Com esta vitória, Pimenta alcançou a sua 186.ª medalhas nas mais importantes provas internacionais e o 13.º ouro na canoadagem, incluindo maratonas. Tornou-se ainda no mais medalhado de sempre na categoria K1 1.000, com quatro ouros, duas pratas e três bronzes em Mundiais. O atleta dedicou a vitória à sua mulher Joana, salientando o sacrifício de estar longos períodos afastado da família, que reside em Ponte de Lima.
No domingo, Pimenta vai participar na final de K1 5.000 metros, uma prova que antevê como muito dura, uma vez que vai enfrentar adversários especializados apenas nessa distância, enquanto ele esteve focado no K1 1.000 durante quatro dias. Este título mundial foi o segundo pódio para Portugal na Polónia, depois do bronze conquistado pelo K4 500 metros de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha.
Fernando Pimenta assumiu que viveu a final do K1 1.000 metros, na qual se tornou campeão do Mundo, com grande intensidade emocional e a tática habitual de ir para a frente e esperar que o apanhem.
“Trinta minutos antes da largada estava na plataforma a chorar sozinho e a refletir sobre a minha carreira e com a noção de que não me restam mais 15 anos com condição física deste nível. Pensava que hoje ia querer divertir-me e fazer como o meu treinador disse, ‘se eles quiserem ganhar, vão ter que sofrer muito mais do que tu’”, contou.
Pimenta, que se tornou no mais velho campeão do Mundo em K1 1.000, com 37 anos, fez como costuma, saiu na frente, passou a meio na liderança e foi resistindo aos ataques adversários.
Concluiu o seu desempenho em 03.24,39 minutos, destronando o húngaro Balint Kopasz, o seu maior rival nos últimos anos, por 22 centésimos, e o australiano Thomas Green, prata em 2025, por 1,41 segundos, num pódio com os mesmos protagonistas de Milão.
“Quando me sinto capaz de vencer, faço a minha prova e vou para a frente. Sabia que nos últimos 500 metros todos íamos sofrer muito porque a água estava muito mexida. Fui a tentar não estragar nada, não perder a velocidade e fazer aquilo que o meu treinador disse, que é tentar aguentar-me na frente, ir respondendo aos ataques. Isso desgastou-me bastante. O Kopasz terminou um bocadinho mais fresco e quase me apanhava, mas ainda consegui lançar bem o barco para ser campeão do mundo”, relatou.
Com este êxito, a 186.ª medalha nas mais importantes provas internacionais e o 13.º ouro nas várias especialidades da canoagem, incluindo as maratonas, não só se tornou no mais velho campeão do mundo no mítico K1 1.000, como o mais medalhado de sempre nesta categoria, com quatro ouros, duas pratas e três bronzes.
Neste percurso de êxito, destacou o papel da família, a mulher Joana e os filhos Margarida e Santiago, considerando-a o princípio e o fim de todo o seu esforço e dedicação, pelo longo tempo que sofre longe da mesma, a residir em Ponte de Lima.
“Dedico esta medalha à minha mulher, a melhor companheira, amiga, ‘menta coach’ e ouvinte”, sintetizou.
Domingo, vai ter ainda a final, direta, de K1 5.000 metros, antevendo um desafio “muito duro”, uma vez que vai ter vários adversários que apenas competem nessa prova, enquanto Pimenta está há quatro dias focado no K1 1.000.
“Isso é sempre desgastante, não só em termos físicos como mentais, mas isso não vai ser desculpa. Agora vou desfrutar o dia de hoje, o título mundial…”, concluiu.
O título mundial é o segundo pódio para Portugal na Polónia, depois do bronze do K4 500 metros de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha.
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