Comprar um carro usado pode poupar quase 2.900 euros e uma mota 1539 eurosFoto de KRiemer no Pexels
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Comprar um carro usado pode poupar quase 2.900 euros e uma mota 1539 euros

Jornal Económico29 de agosto de 2026 às 15:00

De acordo com o Impact Report FY26 do Grupo OLX, comprar um veículo usado representa uma poupança média de 2.890 euros no caso dos automóveis e de 1.539 euros no caso das motas. Para quem vende, a diferença também é expressiva: um carro usado gera em média 8.537 euros para o proprietário e uma mota cerca de 2.676 euros. Nos equipamentos eletrónicos, a compra em segunda mão pode representar poupanças de 532 euros num computador portátil, 413 euros num smartphone, 222 euros numa televisão e 194 euros num tablet.

Só nas categorias de smartphones, tablets, computadores portáteis e televisões foram realizadas 2,3 milhões de transações nas plataformas do Grupo OLX entre abril de 2025 e março de 2026. Estas operações permitiram aos vendedores obter cerca de 311 milhões de euros, enquanto os compradores pouparam aproximadamente 350 milhões de euros face à aquisição de produtos novos.

A dimensão ambiental é outra conclusão do relatório. Nos sete mercados analisados — Portugal, Polónia, Bulgária, Roménia, França, África do Sul e Ucrânia — mais de 5,9 milhões de transações de produtos usados permitiram evitar o consumo de cerca de 155 mil milhões de litros de água e 861 mil toneladas de materiais, bem como 31,9 milhões de gigajoules de energia e aproximadamente 1,78 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. No caso dos automóveis, cada veículo usado vendido representa em média uma poupança de 1.262 quilos de CO₂ equivalente, 119 mil litros de água, 697 quilos de materiais e 23.316 megajoules de energia.

Para Pedro Soares, Head of Sales do Standvirtual, os resultados mostram que o mercado de usados está a assumir uma importância crescente por combinar acessibilidade económica com prolongamento da vida útil dos veículos e dos seus componentes. O relatório procura medir esse efeito através de quatro indicadores ambientais — materiais, água, energia e emissões de carbono — avaliados ao longo do ciclo de vida dos produtos, demonstrando que a reutilização transforma pequenas decisões individuais numa redução significativa da utilização de recursos.

Comprar usado deixou há muito de ser apenas uma estratégia para gastar menos. O mercado de segunda mão está a ganhar peso também como uma forma de prolongar a vida útil dos produtos e reduzir os recursos necessários para fabricar bens novos.

Os dados mais recentes do Grupo OLX mostram a dimensão desse fenómeno. De acordo com o Impact Report FY26, a aquisição de um automóvel usado permite poupar, em média, 2.890 euros relativamente à compra de um carro novo. No caso das motas, a poupança média é de 1.539 euros.

O benefício económico é igualmente expressivo para quem vende. Um automóvel vendido em segunda mão gera, em média, 8.537 euros para o proprietário, enquanto uma mota representa um encaixe médio de 2.676 euros, segundo o relatório.

Eletrónica usada também pesa menos na carteira

A poupança não se limita aos veículos. Nos equipamentos eletrónicos, a compra em segunda mão pode representar uma diferença média de 532 euros num computador portátil, 413 euros num smartphone, 222 euros numa televisão e 194 euros num tablet.

Só nas categorias de smartphones, tablets, computadores portáteis e televisões foram realizadas 2,3 milhões de transações nas plataformas do Grupo OLX entre abril de 2025 e março de 2026. Segundo o relatório, estas operações permitiram aos vendedores obter cerca de 311 milhões de euros, enquanto os compradores pouparam aproximadamente 350 milhões de euros face à aquisição de produtos novos.

Os cálculos apresentados pelo Grupo OLX têm em conta uma questão importante: os produtos usados podem ter uma vida útil remanescente inferior à dos artigos novos. Ainda assim, a reutilização pode traduzir-se numa vantagem económica significativa.

Um carro usado também significa menos recursos consumidos

A dimensão ambiental é outra das conclusões do relatório. Nos sete mercados analisados — Portugal, Polónia, Bulgária, Roménia, França, África do Sul e Ucrânia — mais de 5,9 milhões de transações de produtos usados nas categorias de eletrónica, veículos e peças automóveis terão permitido evitar o consumo de cerca de 155 mil milhões de litros de água e 861 mil toneladas de materiais.

O impacto estende-se ainda à energia e às emissões. Segundo o Impact Report FY26, a reutilização destes produtos evitou o consumo de 31,9 milhões de gigajoules de energia e a emissão de aproximadamente 1,78 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

No caso dos automóveis, a diferença é particularmente significativa. Cada veículo usado vendido representa, em média, uma poupança estimada de 1.262 quilos de CO₂ equivalente, 119 mil litros de água, 697 quilos de materiais e 23.316 megajoules de energia. Ou seja, a compra de um carro usado não significa apenas evitar a produção de um automóvel novo: significa também evitar uma parte dos recursos e da energia associados a essa produção.

O efeito multiplica-se com a reutilização

Nos equipamentos eletrónicos, os números variam consoante o produto. Um smartphone usado permite evitar, em média, 35 quilos de CO₂ equivalente, 2.200 litros de água e 530 megajoules de energia.

Num computador portátil, a poupança ambiental estimada sobe para 121 quilos de CO₂ equivalente, 7.437 litros de água e 1.806 megajoules de energia. Já uma televisão usada pode evitar 178 quilos de CO₂ equivalente, além de poupar 7.309 litros de água e 2.716 megajoules de energia.

As peças automóveis usadas têm também um papel relevante: cada transação representa, em média, menos 62 quilos de CO₂ equivalente, 2.290 litros de água, 9,6 quilos de materiais e 952 megajoules de energia.

Para Pedro Soares, Head of Sales do Standvirtual, os resultados mostram que o mercado de usados está a assumir uma importância crescente por combinar acessibilidade económica com prolongamento da vida útil dos veículos e dos seus componentes.

O relatório do Grupo OLX procura, precisamente, medir esse efeito através de quatro indicadores ambientais — materiais, água, energia e emissões de carbono — avaliados ao longo do ciclo de vida dos produtos.

A conclusão é simples: quando um consumidor escolhe um produto usado em vez de um novo, a poupança pode ser imediata no preço, mas o benefício pode prolongar-se muito para além da carteira. Em milhões de transações, a reutilização transforma pequenas decisões individuais numa redução significativa da utilização de matérias-primas, água, energia e emissões.

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