Artur Virgílio Alves Reis protagonizou, em 1925, uma das mais audaciosas fraudes financeiras da história. Em vez de tentar fabricar notas falsas, decidiu enganar a própria empresa responsável por imprimir parte do dinheiro português.
A fraude consistiu em falsificar uma ordem oficial que parecia provir das autoridades competentes. Com esse documento falso, ele conseguiu que a empresa de impressão produzisse notas verdadeiras, legalmente fabricadas.
O esquema funcionou porque Reis explorou a confiança e os procedimentos da época. Ele apresentou documentos que davam aparência de legitimidade à sua solicitação de impressão de dinheiro.
A magnitude da fraude surpreendeu as autoridades portuguesas quando o caso veio à público, revelando uma falha grave nos sistemas de controle da emissão de moeda em Portugal.



