Os colégios eleitorais islandeses abriram este sábado para o referendo sobre a reabertura das negociações de ingresso na UE, que estavam suspensas desde 2013. Uma sondagem de última hora publicada pela radiotelevisão pública RUV indica uma vantagem mínima para o sim, com 50,4% dos votos a favor da adesão, contra 49,6% para o não. Esta vantagem tem vindo a diminuir, já que há algumas semanas as previsões situavam o sim entre 51% e 52%.
A Islândia é atualmente membro do Espaço Económico Europeu e também da zona Schengen, o que significa que já mantém uma relação parcial com a União Europeia. O país nunca chegou a completar o processo de adesão, que foi suspenso em 2013, deixando as negociações inconclusas.
Existe uma divisão de opiniões significativa na sociedade islandesa sobre os benefícios de um ingresso como membro de pleno direito na UE. O poderoso setor das pescas e as zonas rurais manifestam preocupações particularmente elevadas, temendo uma perda de soberania sobre os seus caladoiros de pesca e no setor agrícola.
Estes dois capítulos foram precisamente os que não chegaram a abrir-se durante o primeiro processo negociador, o que explica em parte a resistência de certos setores da economia islandesa ao ingresso na União Europeia.




