O combate pela autodeterminação de Cabinda encontra-se num ponto de viragem crítico após várias décadas de avanços e recuos. A causa cabindesa enfrenta actualmente um cenário geopolítico complexo, marcado pela estagnação diplomática e pela fragmentação de forças tanto no interior como no exterior. Os métodos de intervenção utilizados já não respondem às exigências do século XXI, tornando-se necessários novos paradigmas de atuação.
Para alterar a relação de forças e inscribir verdadeiramente a questão de Cabinda na agenda internacional, a diáspora é chamada a protagonizar uma profunda rutura estratégica. O artigo defende que é preciso dar um salto qualitativo e revolucionário na forma como a luta pela autodeterminação é conduzida, abandonando abordagens que se revelaram ineficazes ao longo do tempo.
O autor do artigo é Osvaldo Franque Buela, que apresenta um diagnóstico sobre a necessidade de mudança na atuação da diáspora cabindesa. O texto foi publicado no Jornal Folha 8 e aborda a urgência de transformar a estratégia de intervenção para fazer face aos desafios contemporâneos da causa de Cabinda.




