Prestação da casa dá em setembro maior salto em três anosFoto de Nascimento Jr. no Pexels
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Prestação da casa dá em setembro maior salto em três anos

Eco29 de agosto de 2026 às 11:00

A guerra no Irão levou o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro para conter a pressão da inflação, o que fez agravar os indexantes dos contratos de empréstimo da casa. Em setembro, a prestação mensal paga ao banco vai registar o maior salto em três anos.

As taxas Euribor voltaram a acelerar em agosto perante a nova escalada das tensões entre os EUA e o Irão, quando se pensava que as negociações poderiam terminar com um acordo duradouro. Com os preços do petróleo novamente em alta e a pressionar os preços em geral, o BCE vai voltar a aumentar as taxas diretoras já na reunião de 10 de setembro. Isabel Schnabel, da comissão executiva do BCE, defendeu que o banco central devia apertar ainda mais a sua política monetária para evitar um novo descontrolo dos preços.

Além da subida de 25 pontos base projetada para setembro, os mercados já estão a precificar um novo agravamento na mesma ordem de grandeza na reunião de 17 de dezembro. Isto significa que a taxa de depósito do BCE chegará ao final do ano nos 2,75%, o valor mais alto desde o início de 2025.

Para as famílias são más notícias. Já estão a sofrer com a subida dos preços dos bens e serviços que consomem no dia-a-dia, e os seus orçamentos também estão a ser afetados por via do crédito da casa. Segundo as simulações do ECO para um crédito de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação da casa deverá agravar-se entre 23 euros e 70 euros em setembro, consoante o indexante utilizado.


A guerra no Irão levou o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro para conter a pressão da inflação. E, por causa disso, os indexantes dos contratos de empréstimo da casa também estão a agravar-se e a puxar pela prestação da casa. Em setembro, a mensalidade paga ao banco vai registar mesmo o maior salto em três anos.

As taxas Euribor, que servem de base para o cálculo da prestação mensal da casa, voltaram a acelerar em agosto perante a nova escalada das tensões entre os EUA e o Irão – quando se pensava que as negociações poderiam terminar com um acordo duradouro. Não foi isso que aconteceu e mantém-se o impasse.

Com os preços do petróleo novamente em alta e a pressionar os preços em geral, o BCE vai voltar a aumentar as taxas diretoras já na reunião de 10 de setembro. E poderá não ser a última subida. Isabel Schnabel, da comissão executiva do BCE, veio defender na semana passada que o banco central devia apertar ainda mais a sua política monetária para evitar um novo descontrolo dos preços, como aconteceu a seguir à invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

Taxas de juro ainda vão subir mais, alerta Schnabel do BCE

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Além da subida de 25 pontos base projetada para setembro, os mercados já estão a precificar um novo agravamento na mesma ordem de grandeza na reunião que terá lugar a 17 de dezembro. Isto significa que taxa de depósito do BCE chegará ao final do ano nos 2,75%, o valor mais alto desde o início de 2025.

Para as famílias são más notícias. Já estão a sofrer com a subida dos preços dos bens e serviços que consomem no dia-a-dia, como por exemplo os combustíveis, e os seus orçamentos também estão a ser afetados por via do crédito da casa, que continua a ficar mais caro mês após mês desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irão em fevereiro.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Quanto é a prestação vai subir?

Em setembro, a prestação da casa deverá agravar-se entre 23 euros e 70 euros, correspondendo maior agravamento desde o final de 2023, há três anos, segundo as simulações realizadas pelo ECO.

Para os contratos cujas condições foram atualizadas no próximo mês, são estas as contas para um crédito de 150 mil euros a 30 anos e com um spread de 1%:

  • Euribor a três meses: a prestação a pagar nos próximos três meses subirá mais de 23,21 euros (3,57%) para mais de 674 euros;
  • Euribor a seis meses: a prestação que vai pagar nos próximos seis meses deverá superar os 691 euros, uma subida de 46,95 euros em relação à prestação que pagava desde março;
  • Euribor a 12 meses: a prestação que vai pagar nos próximos 12 meses ascenderá a 711 euros, mais 70 euros face à prestação que pagou no último ano.

Para o ajudar a calcular a prestação do seu crédito à habitação, o ECO preparou um simulador. Faça as contas para o seu caso.

Tenho um crédito à habitação no valor de euros, contratualizado por um prazo de anos, indexado à Euribor a 12 meses (que há um ano estava nos % ), com um spread de %. A prestação da casa que pago atualmente é de 308 euros, mas caso a Euribor a 12 meses passe para %, a prestação passa para 432 euros. (Mude os campos sublinhados para descobrir os números mais próximos da sua previsão.)

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para ver o simulador.

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